(...) As memórias malditas e perigosas dos vencidos – aquelas que não constam nos livros oficiais e que o Estado tenta incessantemente fazer desaparecer – ainda hoje insistem em nossos corpos. (...) Sinto necessidade de escrever para liberar a vida. Só consigo seguir em frente no abalo que constantemente tira tudo do lugar novamente. Em uma fina sintonia com Leibniz e Deleuze: na chegada ao porto eis que sou lançada novamente em alto mar.” Cecília Coimbra.(...)

 



 





(...) Em 1984, com a morte de Michel Foucault, a Aids entra tragicamente na vida de Daniel Defert. Em homenagem àquele que foi seu companheiro durante mais de vinte e cinco anos, o sociólogo cria Aides, a primeira associação francesa em favor da prevenção e controle ao HIV/Aids, cuja ação será determinante na gestão da epidemia. Ao situar o paciente no centro do cuidado, Aides redefine o modo de pensar a saúde pública e coloca a sexualidade, o afeto e o íntimo no coração da luta. Uma nova forma de militância é criada, graças a Daniel Defert.(...)

 



 





(...) “Quando Souriau introduz os virtuais no inventário dos modos de existência, tudo muda. (...) Com os virtuais, toda realidade se torna inacabada (...) O grande fato, diz Souriau, é “a incompletude existencial de todas as coisas. Nada nos é dado de outra maneira, nem nós mesmos, a não ser em uma espécie de meia-luz, em uma penumbra onde se esboça algo inacabado”.
David Lapoujade
“Eis o livro esquecido de um filósofo esquecido. Mas não de um filósofo
maldito criando em seu sótão, desconhecido de todos, uma teoria radical que teria feito o objeto do escárnio geral antes de conhecer um sucesso
tardio.”
Isabelle Stengers e Bruno Latour (...)


 





(...)  Segundo Achille Mbembe, o que caracteriza a política contemporânea é o  desejo de ter um inimigo Políticas da inimizade  mostra, assim, como predominam as teorias da conspiração e a fantasia do extermínio em escala planetára. “Neste período deprimente da vida psíquica das nações, a necessidade do inimigo, ou então a pulsão do inimigo, já não é, portanto, apenas uma exigência social. É o equivalente a uma necessidade quase anal de ontologia. No contexto da rivalidade mimética exacerbada pela “guerra ao terror”, dispor – preferencialmente de forma espetacular – do próprio inimigo se tornou passagem obrigatória na constituição do sujeito e em sua entrada na ordem simbólica do nosso tempo."(...)

 





( ...) um mapeamento afetivo de autor...” Salto no escuro” de Tuca Vieira, conduz a novas práticas de interação urbana, a partir de instigantes e assustadoras reflexões sobre as novas configurações espaciais da cidade. (...) Diversas expressões artísticas contemporâneas se entrecruzam nesse percurso. – de Borges, Kafka e Velázquez a William Gibson, os poetas concretistas e artistas da Land Art. (...)

 













 

(...)  “Bash”,    verbo inglês cuja tradução pode ser: bater com força ou criticar severamente. 

“Back”, advérbio da mesma língua, pode ser traduzido como: de volta, devolver. A expressão ‘bash back’ afirma um revide; exclamativo como um berro, um    rosnado que antecede o ataque.


  No final da primeira década dos anos 2000, Bash Back! foi o nome usado por queers anarquistas para nomear uma proposta de propagação de práticas libertárias e ações diretas, pela expansão de uma rede anti-hierárquica de levantes descentralizados, compostos por táticas múltiplas de antiopressão e antiassimilação”. (...) 
prefácio de Flávia Lucchesi





Formas de Pagamento


Entrega e Prazos


Trocas e Devoluções


Termos e condições


 


 


© 2020 todos os direitos reservados. CNPJ 16.509.486/0001-28