(...) O maior livro não é aquele cujo comunicado se imprime no cérebro tal como a mensagem telegráfica sobre um rolo de papel, mas aquele cujo choque vital desperta outras vidas e, de uma a outra, propaga seu fogo, que se alimenta das essências diversas e, tornando-se incêndio, de floresta em floresta se alastra.(...)

 
















(...)o cenário distópico esboçado em Black Mirror parece nos fornecer pistas acuradas acerca dos novos e instigantes problemas vinculados à viralização da violência em redes.(...)

 





















( ...) um mapeamento afetivo de autor...” Salto no escuro” de Tuca Vieira, conduz a novas práticas de interação urbana, a partir de instigantes e assustadoras reflexões sobre as novas configurações espaciais da cidade. (...) Diversas expressões artísticas contemporâneas se entrecruzam nesse percurso. – de Borges, Kafka e Velázquez a William Gibson, os poetas concretistas e artistas da Land Art. (...)

 














( ...) É a partir das relações entre arquitetura, tecnologia e sexualidade que Paul Preciado aborda o império Playboy, primeira indústria de entretenimento sexual do capitalismo global. Com um raro talento filosófico, inspirado na ideia de heterotopia de Michel Foucault, o autor inventa a noção de pornotopia, e se debruça sobre o arquipélago Playboy para entendê-lo como realização contemporânea das utopias sexuais de Sade e tantos outros. (...)

 













 

(...)  “Bash”,    verbo inglês cuja tradução pode ser: bater com força ou criticar severamente. 

“Back”, advérbio da mesma língua, pode ser traduzido como: de volta, devolver. A expressão ‘bash back’ afirma um revide; exclamativo como um berro, um    rosnado que antecede o ataque.


  No final da primeira década dos anos 2000, Bash Back! foi o nome usado por queers anarquistas para nomear uma proposta de propagação de práticas libertárias e ações diretas, pela expansão de uma rede anti-hierárquica de levantes descentralizados, compostos por táticas múltiplas de antiopressão e antiassimilação”. (...) 
prefácio de Flávia Lucchesi






(...) A cosmopolítica do animais é, ao mesmo tempo, a mais importante contribuição filosófica brasileira aos animal studies e uma obra ímpar de filosofia política. Ao colocar a pólis, em suas diversas configurações históricas, sob a perspectiva dos animais não-humanos, Juliana Fausto abre um novo horizonte cósmico para a imaginação política. Entretecendo com maestria fatos, histórias, experiências, conceitos e ideias hauridas das mais variadas fontes, a autora nos faz experimentar um mundo (por vir?) em que nós humanos teremos finalmente nos tornado concidadãos de nossas “espécies companheiras”. (...)