(...) Itziar Ziga conhece a cidade como quem sempre viveu fora. Anda pelas ruas como se pertencessem a ela. Sapatos de princesinha, mas com as solas desgastadas. Dá pra perceber que já fez todos os trajetos, tanto de noite quanto de dia, tanto alerta quanto doidona, com os olhos cheios de lágrimas ou de raiva, em grupo, casal, trisal, sozinha, mas sempre parte da matilha.Mulher da rua, garota de bar, rata de livrarias e corredora de manifestações. Itziar Ziga é uma mistureba político-cultural: o campo e a cidade, sua mãe e suas colegas, Euskalerria e Catalunya, o melô e o feminismo iraquiano, Judith Butler e Manuela Trasobares, a teoria queer e as oficinas de pantojismo, a cultura trans e as avós putas, Alaska e Benedetti, santa Ágata e a Dulce Neus.(...)
trecho do prefácio de Paul B. Preciado e Virginie Despentes 












(...) “É nossa convicção e nossa prática que para se rebelar e lutar não são

necessários nem líderes, nem caudilhos, nem messias, nem salvadores. Para

lutar é necessário apenas um pouco de vergonha, um tanto de dignidade e

muita organização”, escreveu o Subcomandante Marcos, em 2014. (...)

(...) Neste livro, o historiador Jérôme Baschet retraça a gênese do movimento

zapatista e reconstitui suas várias etapas, desde o levante armado até os dias

de hoje. Assim, temos acesso à lógica de sua organização, à capacidade de

autotransformação e à originalidade de sua trajetória.(...)


















(...) Para além de certos clichês, não se sabe nada do zapatismo no Brasil. Um movimento que parece ter surgido do nada, e às portas do terceiro milênio pega em armas, não para ensejar a militarização da luta, como alguns o entendem, mas ao contrário, para chegar ao ponto em que se possa prescindir delas e, em última instância, desativá-las por inteiro. Um movimento que desmonetariza as trocas, rejeita a subserviência ao Estado e ao Capital, e a partir da herança maia reinventa as práticas comuns e as faz colocando mulheres, gays, trans e crianças no centro, sustentando o que os gregos chamavam de parrhesia , a palavra franca, o dizer-verdadeiro; para os maia a palavra-espelho . (...)









(…) Para além da aura midiática do encapuzado Subcomandante Insurgente Marcos, rebatizado de Galeano em 2014, quase nada sabemos das motivações, aspirações, estratégias e rumos dessa insurgência que desde 1994 ocupa parte do território mexicano. No entanto, ali surgiu um dos bolsões revolucionários mais originais deste século.(…)

(…) Liberados da obsessão estatista, da lógica capitalista, da propriedade privada da terra, da dominação de gênero, de etnia, de classe – eis uma insurgência que reverteu a mercantilização da existência. Quem melhor do que aquele que a liderou, em seu estilo jocoso, elíptico, à beira da ficção, para dá-la a ver? (…)





(...) Os textos, conferências e artigos aqui reunidos são fruto da estadia de

Antonin Artaud no México, ocorrida em 1936. Mas afinal, o que Artaud foi

fazer no México? É esta pergunta que acompanha a mente de quem

percorre esses “manifestos” sulfurosos. (...)

(...) Eis a resposta do autor: “Junto à revolução social e econômica indispensável, esperamos todos uma revolução da consciência que nos permitirá curar a vida. Cabe ao México moderno empreender essa revolução (...) Nós esperamos do México, em

suma, um novo conceito de revolução e também um novo conceito do Homem”. (...)







As sociedades do desaparecimento exigem uma contra-história do inesquecível.

(...) Este livro é composto por artigos e ensaios escritos entre 2016 e 2020. Trata das políticas de desaparecimento, forma imperial de contrainsurgência de nosso tempo, mas também das políticas do desaparecimento: a desaparição como subjetivação insurgente, seja na filosofia e nas práticas coba, nas revoltas lumpen ou nas experiências comunais zapatistas. A vida em outros calendários e territórios, forças e expressividades do esconder-se. (...)





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