As sociedades do desaparecimento exigem uma contra-história do inesquecível.

(...) Este livro é composto por artigos e ensaios escritos entre 2016 e 2020. Trata das políticas de desaparecimento, forma imperial de contrainsurgência de nosso tempo, mas também das políticas do desaparecimento: a desaparição como subjetivação insurgente, seja na filosofia e nas práticas coba, nas revoltas lumpen ou nas experiências comunais zapatistas. A vida em outros calendários e territórios, forças e expressividades do esconder-se. (...)






(…) Segundo Kleist, não haveria portanto separação entre razão, pensamento e corpo. Pensar se efetuaria em função de intensidades afectuais, em total consonância com os movimentos e oscilações da alma-corpo (Gemüt). (…)
Maria Cristina Franco Ferraz

(…) Então o falar não é um impedimento, uma espécie de freio na roda do espírito, mas como uma segunda roda correndo no mesmo eixo paralelamente a ele. (…)
 Heinrich von Kleist






(...) Partindo das imagens e da montagem de Einsenstein, Georges Didi-Huberman descobre e nos revela uma emoção que sabe dizer “nós”, e não só “eu”. Trata-se de um pathos que não é apenas passivo, mas se constitui em práxis: quando as velhas carpideiras de Odessa, em volta do marinheiro morto, passam da lamentação à cólera, “prestam queixa” e exigem justiça, fazem nascer esse povo em armas da revolução que vem.(...) 

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(...) não há tempo moderno, mas tempos modernos, maneiras frequentemente diferentes e por vezes contraditórias de pensar o tempo da política ou da arte moderna em termos de avanço, recuo, repetição, parada ou encavalamento de tempos. (...) 






















(..) Ao enfocar o contexto de onde estas imagens foram originalmente extraídas, Tavares mostra como, em virtude de sua linguagem visual moderna, Habitat funcionou como um dispositivo de enquadramento que ocultava o colonialismo deste contexto, adotando uma perspectiva cúmplice. “Observando cuidadosamente as imagens de Habitat, mas principalmente observando aquilo que elas não mostram” – escreve Tavares – “percebemos que são close-ups de um dos mais dramáticos períodos na história do povo que retratam. Tratam-se de imagens que na verdade não dizem nada sobre o “primitivo” e sua arte, mas revelam muito sobre a violência colonial inerente aos modernos. Fora do enquadramento, vemos episódios de des-possessão, des-territorialização, des-habitat.” (...)


─ Com ensaio e design de Paulo Tavares,

prefácio da artista e curadora Marion von Osten.





(...) Este livro é leitura essencial para qualquer pessoa interessada na interseção entre arte, loucura e terapia e sua relevância para a política contemporânea do cuidado.(...)
Peter Pál Pelbart

 



 











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