(...)o cenário distópico esboçado em Black Mirror parece nos fornecer pistas acuradas acerca dos novos e instigantes problemas vinculados à viralização da violência em redes.(...)

 





















( ...) É a partir das relações entre arquitetura, tecnologia e sexualidade que Paul Preciado aborda o império Playboy, primeira indústria de entretenimento sexual do capitalismo global. Com um raro talento filosófico, inspirado na ideia de heterotopia de Michel Foucault, o autor inventa a noção de pornotopia, e se debruça sobre o arquipélago Playboy para entendê-lo como realização contemporânea das utopias sexuais de Sade e tantos outros. (...)

 













 

(...)  “Bash”,    verbo inglês cuja tradução pode ser: bater com força ou criticar severamente. 

“Back”, advérbio da mesma língua, pode ser traduzido como: de volta, devolver. A expressão ‘bash back’ afirma um revide; exclamativo como um berro, um    rosnado que antecede o ataque.


  No final da primeira década dos anos 2000, Bash Back! foi o nome usado por queers anarquistas para nomear uma proposta de propagação de práticas libertárias e ações diretas, pela expansão de uma rede anti-hierárquica de levantes descentralizados, compostos por táticas múltiplas de antiopressão e antiassimilação”. (...) 
prefácio de Flávia Lucchesi







(...) A cosmopolítica do animais é, ao mesmo tempo, a mais importante contribuição filosófica brasileira aos animal studies e uma obra ímpar de filosofia política. Ao colocar a pólis, em suas diversas configurações históricas, sob a perspectiva dos animais não-humanos, Juliana Fausto abre um novo horizonte cósmico para a imaginação política. Entretecendo com maestria fatos, histórias, experiências, conceitos e ideias hauridas das mais variadas fontes, a autora nos faz experimentar um mundo (por vir?) em que nós humanos teremos finalmente nos tornado concidadãos de nossas “espécies companheiras”. (...)












(...) Quando o presente político parece bloqueado, é preciso ter a coragem de atravessá-lo. Com cólera e alegria, as autoras negras/racializadas aqui reunidas soltam suas rajadas teóricas, políticas, ecológicas ou filosóficas contra os consensos embranquecidos vigentes e a paralisia do pensamento colonial. Num estilo cortante ou incendiário, sondam as reviravoltas em curso, bem como as insurgências por vir. Criam novos espelhos, lustram os ancestrais. (...)
 

 










(...) O livro  Semente de crápula. Conselhos aos educadores que gostariam de cultivá-la  se origina nas primeiras tentativas de Fernand Deligny, conhecido com educador, mas que preferia se autonomear poeta e etólogo. Publicado em 1945, numa edição que se esgota rapidamente, está composto por aforismos nomeados como  pipas, charadas, formulinhas, cantigas  e  paradoxos  pelo próprio autor, na forma de conselhos enraizados em sua experiência entre escolas especiais, instituições médico-pedagógicas e hospitais psiquiátricos, e também quando aproximou educadores diplomados e delinquentes. Nesta edição foram incluídos além destes aforismos desenhos de Fernand Deligny que ilustravam a primeira edição de 1945. (...)