Lançamento em 29.10!

  • (...) Todos já ouvimos tudo sobre todos os paus e lanças e espadas, sobre as
    coisas para esmagar e espetar e bater, as longas coisas duras, mas ainda não
    ouvimos nada sobre a coisa em que se põem coisas dentro, sobre o recipiente
    para a coisa recebida. Essa é uma estória nova. (...)

    Ursula K.Le Guin












  • (...) “A música institui sua própria temporalidade. Ela não é, como em geral se afirma, uma arte do tempo. Deste ela faz apenas uso para que possamos dele nos esquecer. Quando Schopenhauer afirmava, na Metafísica do belo, que a arte “retira o objeto de sua contemplação
    da torrente do curso do mundo e o isola diante de si”, já não seria isso a própria Utopia? Toda música é um convite a um topos de uma Utopia.” (... )

    Flo Meneze








     

 

  • (...) Se a antropofagia é, de fato, uma marca do modo de produção da subjetividade e da cultura no Brasil, como pensavam os modernistas de 1922,  há poucas razões para alegrar-se: a hibridação, a flexibilidade, a liberdade de experimentação e a irreverência por si mesmas não asseguram, de modo algum, a vitalidade de uma sociedade. (...) Embora haja uma variedade de posições entre estes dois extremos da micropolítica antropofágica no Brasil, a balança tende frequentemente para o polo reativo , o que cria um terreno fértil para a incorporação acrítica da política de produção da subjetividade introduzida pela dobra financeirizada do capitalismo.(...)