PENSAMENTO NEGRO RADICAL 

Diversos autores


Título Pensamento Negro Radical

Autores Diversos

Ano 2021 | 1º edição

N˚ de páginas 288p
Dimensões 23 cm X 13 cm 
ISBN 978-65-86941-58-6




Sobre o livro


A antologia de ensaios Pensamento Negro Radical, com apresentação de María Elvira Diaz-Benítez, conta com as primeiras traduções para o português de trabalhos publicados entre 1987 e 2018.

A "gramática estadunidense" de Hortense J. Spillers abre o volume, organizado cronologicamente, e suas proposições a respeito da carne feminina desgenerificada influenciam todos os outros textos da coletânea; Sylvia Wynter rememora o caso Rodney King em sua carta a colegas da Universidade; Saidiya Hartman revisita a história de duas garotas que morreram a bordo do Recovery para tratar da violência e limites impostos pelo arquivo; Fred Moten recorre a Hortense J. Spillers, Frantz Fanon, Nathaniel MacKey e John Coltrane (passando por Sócrates, Jacques Derrida, Charlie "Bird" Parker) em seu ensaio sobre pretitude (e o nada); Denise Ferreira da Silva, no texto que fecha o livro, propõe o que chama de experimento radical negro e oferece operações para hackear o Sujeito, performando sua recusa



Autores

Hortense J. Spillers crítica literária e teórica do feminismo negro estadunidense, conhecida principalmente por seus ensaios cruzando psicanálise, gênero e raça. Conhecida por sua escrita inovadora e o uso de linguagem poética ao longo de diferentes linhas argumentativas, Spillers publicou "Mama's  Baby, Papa's Maybe: an American Grammar Book" em 1987, texto no qual discute a construção do gênero Afro-estadunidense e desafia os discursos dominantes do feminismo branco e da psicanálise.

Sylvia Wynter estudiosa de Estudos Negros [Black Studies], romancista e dramaturga, tem sido aclamada como uma das principais ativistas-intelectuais dos mundos anglófono-caribenho, norte-americano e transatlântico. Os compromissos políticos e intelectuais de sua vida são moldados por dois levantes sociais de longo alcance do século XX — os movimentos anticoloniais globais que eclodiram em sua Jamaica natal e os movimentos sociais dos anos 1950 e 1960 nos Estados Unidos.

Saydiya Hartman Escritora afro-americana e professora do Department of English and Comparative Literature da Columbia University, Saidiya Hartman cresceu no Brooklyn, em Nova York, e concluiu sua licenciatura na Wesleyan University (1984) e seu doutorado na Yale University (1992). O trabalho de Hartman tem como áreas de interesse o estudo da literatura e história cultural americanas e afro-americanas, escravidão, direito e literatura, estudos da performance, entre outras. Tendo publicado ensaios sobre fotografia, cinema e feminismo, atualmente ela trabalha em um novo projeto sobre fotografia e ética.

Fred Moten poeta, teórico cultural e professor de estudos da performance da NYU Tisch School of the Arts. Especialmente preocupado com a força social e as origens sociais das práticas culturais expressivas pretas. Se volta para relações entre movimentos sociais insugentes e arte experimental, considerando esses campos interligados. Tem colaborações de longa data ao lado de Stephano Harney e Wu Tsang.

Denise Ferreira da Silva professora e diretora do The Social Justice Institute/GRSJ da University of British Columbia. Combina escritos acadêmicos e práticas artísticas que abordam questões éticas no presente global e têm como alvo as dimensões metafísicas e os pilares onto-epistemológicos do pensamento moderno. Ferreira da Silva é autora do livro Toward a global idea of race (University of Minnesota Press, 2007), coeditora do volume Race, Empire and the crisis of the subprime (Johns Hopkins University Press, 2013) e editora-chefe da série de livros Law, race and the postcolonial, publicada pela Routledge/Cavendish. Entre suas práticas artísticas em colaboração, destacam-se Poethical readings e The sensing salon, com Valentina Desideri; a peça Return of the vanishing peasant, com Ros Martin; e os filmes Serpent rain (2016) e Four waters-deep implicancy (2018), com Arjuna Neuman.