O CLARÃO DE ESPINOSA 

  Romain Rolland

Título O Clarão de Espinosa.

Autor Romain Rolland
Tradutor Carla Ferro

Ano 2020 | 1º edição
Projeto gráfico da coleção/capa:  Editora HEDRA – Lucas Kröeff

ilustração alfabeto: Waldomiro Mugrelise

N˚ de paginas 96

Dimensões  11 x 18cm

ISBN  978-65-81097-08-0

Preço de capa R$ 35,00




Sobre o livro

(...) Estas páginas sobre Espinosa, que fazem parte de um capítulo de Confissões inéditas, intituladas “A viagem interior”, foram publicadas apenas em
uma longínqua revista da Ásia, em língua bengali: Probasi (1926), por meu amigo, o professor Kalidas Nag. E sobre isso quero contar um fato emocio- nante, que mostra mais uma vez o parentesco dos espíritos do Oriente e do Ocidente.
Algumas semanas após a publicação, Kalidas Nag recebeu, de uma prisão da Índia, uma carta censurada de um jovem preso político bengali. O prisioneiro, que havia lido o relato extático do ado- lescente francês vendo infiltrar-se através das bar- ras de sua cela o sol branco do Ser, reconheceu-se no jovem irmão da Europa. E, de seu calabouço desconhecido da Ásia, estendia as mãos para ele, comovido.(...)
Romain Rolland

 



Sobre o autor


Romain Rolland (1866-1944, França)
Nascido no tempo em que só podia ter notícias de outros países por meio dos combatentes que retornavam das guerras, Romain Rolland procura a chave da fraternidade dos povos na herança materna: a música. Por essa chave, aliada ao fascínio pelas vidas elevadas, declara-se pacifista e “republicano, mais que francês”. Depois de mais de uma dezena de dramas históricos e filosóficos, escreve a proposta de um Teatro do Povo, “máquina de guerra contra uma sociedade caduca” e convite a uma arte nova para um outro mundo. Em paralelo à escrita das vidas de Beethoven, Tolstói, Michelangelo, entre outros, dedica-se aos dez volumes de Jean-Christophe, romance que expressa seu desejo de uma humanidade reconciliada e pelo qual recebe o prêmio Nobel de Literatura em 1915. Acusado de ser anti-francês por posicionar-se contra o nacionalismo durante a Primeira Guerra, publica seu manifesto pacifista Au-dessus de la mêlée. Em 1924 escreve O clarão de Espinosa, esta vibrante homenagem ao encontro com a obra do filósofo, considerado por ele, assim como a música “que faz tocar o fundo da alma humana”, a base de sua confiança na composição harmoniosa das diferenças à qual fez apelo durante toda a vida.