FASCISMO OU REVOLUÇÃO?

Maurizio Lazzarato






Título Fascismo ou Revolução? O neoliberalismo em chave estratégica

Autor Maurizio Lazzarato

Ano 2019 | 1ª edição

Nº de páginas 208

Dimensões 21 x 14cm 

ISBN 978-856-694-381-8 

Preço de capa R$ 69,00


INTRODUÇÃO Tempos apocalípticos

 

A máquina do capital e os novos fascismos

De Pinochet a Bolsonaro – ida e volta

A financeirização dos pobres: da governamentalidade lulista ao confronto neofascista

Os novos fascismos

Os fascistas e a economia

O racismo contemporâneo como mutação do racismo colonial

A secessão dos possessores

Guerra e revolução

Circulação e finança

Os militares e a guerra depois da Guerra Fria

A “pacificação” no conceito de “poder”

O poder contemporâneo

Biopolítica e capital: de que vida estamos falando?

A extinção do pensamento estratégico

 

Máquina técnica e máquina de guerra

Máquina social e máquina de guerra

A máquina de guerra suprematista

Fanon e o rádio

Cibernética e guerra

Teoria das máquinas

Marx e o triplo poder da máquina, da ciência e da natureza

Genealogia da máquina

A máquina de guerra

A máquina e a capacidade de se revoltar

Automação e decisão

Máquina de guerra e máquina técnica na organização do trabalho

O vampiro da subjetividade

A empresa como origem e fonte do niilismo

Despersonalização ou guerra de classes?

 

Devir revolucionário e revolução

A revolução

No século XX, pela primeira vez, a revolução é mundial

Guerra civil mundial ou revolução mundial?

Revolução do conjunto das relações de dominação e não unicamente da relação entre capital e trabalho

As duas estratégias da revolução

Sujeições

Trabalho

A autonomia da organização das mulheres

O partido entre os colonizados

Crítica da dialética

O movimento operário

A supressão da revolução nos estudos pós-coloniais

Reatar com a revolução


Maurizio Lazzarato   é um dos pensadores políticos europeus mais independentes e originais da atualidade. Proveniente do operaísmo italiano dos anos 70, despontou como um analista arguto das “revoluções do capitalismo”, título de um de seus livros já traduzidos no Brasil. Em seu exílio na França, junto com Toni Negri, deu início a uma pesquisa seminal sobre o trabalho dito “imaterial”, num contexto em que a produção se revelava cada vez mais centrada no conhecimento e na invenção, deslocando os parâmetros tradicionais da análise política. Ao alargar seu escopo, e inspirado no trabalho de Gabriel Tarde, publicou As potências da invenção, detectando aquilo que se tornou o cerne da produção – a saber, a “força-invenção”. Também se debruçou sobre a luta concreta dos chamados “intermitentes”, na França –  trabalhadores do setor de espetáculos que até há pouco gozavam de uma proteção social condizente com o caráter descontínuo de sua atividade. O autor entendeu que essa categoria aparentemente secundária encarnava uma tendência crescente do próprio trabalho no capitalismo atual (o cognitariado): a indistinção entre tempo de trabalho e tempo de lazer, a alternância entre trabalho e não trabalho, a precarização do emprego, o lugar da invenção e da criatividade, etc. 

Pouco antes da crise dos derivativos, publicou O homem endividado, traduzido para mais de quinze idiomas, sucesso que se explica pela forma como analisou o papel da dívida na dinâmica econômica do presente. Fornecia, assim, de maneira antecipatória, uma interpretação do sismo econômico que abalaria o planeta. O governo do homem endividado aprofundou tal perspectiva, ao ver na dívida um mecanismo central de exercício de poder na atualidade. 

Mais recentemente, escreveu com Eric Alliez Guerras e Capital, num esforço de fôlego para apreender a dimensão bélica do capitalismo contemporâneo.