DELEUZE, OS MOVIMENTOS ABERRANTES

         David Lapoujade

Título  Deleuze, os movimentos aberrantes 

Autor  David Lapoujade

Tradução  Laymert Garcia dos Santos

Revisão técnica  Luiz B. L. Orlandi

Ano  2015 | 1ª edição

Nº de páginas  320 

Dimensões  14x21cm (brochura) 

ISBN  978-85-66943-19-1 

Preço de capa  R$ 60,00


David Lapoujade é um dos autores mais interessantes da nova safra de pensadores franceses. Professor da Sorbonne, ex-aluno e amigo pessoal de Gilles Deleuze, por muito tempo hesitou em escrever sobre o antigo mestre. Passados vinte anos desde a morte do filósofo, no entanto, o autor não resistiu à tentação de se debruçar sobre o seu pensamento de maneira sistemática. O resultado é este livro magistral: com sua escrita clara e delicada, Lapoujade recusa as interpretações mais correntes da obra de Deleuze. Aqui, são os movimentos aberrantes que tomam o proscênio. Irracionais, possuem uma lógica própria que o livro analisa e faz ressoar com a atualidade mais candente. Afinal, são esses movimentos aberrantes que apontam para os novos modos de povoamento da terra — não apenas humanos, animais, físicos ou químicos, mas também de populações afetivas, mentais e estéticas; combatendo, assim, as formas de organização sociopolíticas que ainda pesam sobre nós.

David Lapoujade  nasceu em Paris em 1964. Considerado um dos autores mais inspirados da nova safra de pensadores franceses, é professor da Sorbonne (Paris I) e especialista em filosofia anglo-americana contemporânea.  Além deste livro, é autor de  William James, a construção da experiência  [n-1 edições, 2017],  Potências do tempo  [n-1 edições, 2013], e do recém-lançado na França,  Les existences moindres , sobre o filósofo Étienne Souriau [n-1 edições, 2018]. Como organizador, foi responsável por três coletâneas póstumas de textos de Deleuze,  A ilha deserta  [Iluminuras, 2006],  Dois regimes de loucos  [Editora 34, 2016] e  Cartas e outros textos  [n-1 edições, 2017], bem como pela edição da versão francesa de  Psychology: Briefer Course , de William James. 



[introdução] Os movimentos aberrantes 

Movimentos aberrantes e lógicas irracionais. – O problema como combate. – As três questões: quid facti? quid juris? quid vitae?  

 

[capítulo 1] A questão da Terra 

A importância da questão quid juris? – A questão do fundamento e de sua crítica. – O sem-fundo e as novas superfícies. – A distribuição da terra e a “grande política”.  

 

[capítulo 2] Os círculos do fundamento 

Identidade e circularidade do fundamento: o mundo da representação. – O que há “sob” a representação? A Diferença e as diferenciais. – Crítica do fundamento e crítica do juízo. – Os dois modos de povoamento da terra: logos e nomos. Espaço estriado e espaço liso.  

 

[capítulo 3] Três sínteses (ou “o que foi que aconteceu?”) 

A repetição como prova do fundamento. O que é um acontecimento? – Primeira síntese do tempo. A fundação do hábito e as pretensões territoriais. – Segunda síntese do tempo. O fundamento da memória e os círculos de Eros. Platonismo dos objetos virtuais. O “natal”. – Terceira síntese do tempo. O tempo vazio do acontecimento. Tânatos, novo princípio transcendental e o eterno retorno deleuziano. A nova justiça e o caosmos.  

 

[capítulo 4] Consequências: o empirismo transcendental 

Uma Crítica da razão pura sem analítica: estética e dialética. – Teoria da Ideia e morte de Deus. A síntese disjuntiva. – A ideia como lógica da matéria intensiva. – A individuação.  

 

[capítulo 5] O perverso e o esquizofrênico 

Sentido e não sentido. O acontecimento. O fora da linguagem. – A luta do esquizofrênico contra todo princípio de articulação. – O herói deleuziano de Lógica do sentido: o perverso. O duplo como operação perversa. – O conflito entre o perverso e o esquizofrênico. – Importância de Guattari. Do estruturalismo ao maquinismo.  

 

[capítulo 6] Schizo sive natura 

Renovação da questão quid juris? – O corpo libidinal e o homo natura. – Os corpos sociais ou o desejo ligado. – O corpo social dos selvagens: as marcas territoriais e a fundação. – O corpo social dos bárbaros e a transcendência. Fundar o inconsciente: a implantação de uma memória. – O capitalismo e a axiomática. – O grande movimento pendular: paranoia e esquizofrenia. – Teoria das sínteses (Kant/Marx) e teoria das multiplicidades (Espinoza/Bergson). Naturalismo de O anti-Édipo.   

 

[capítulo 7] As tríades da terra 

Mil platôs ou o povoamento da terra. Plano e perspectivismo. – O plano (1). – A máquina abstrata (2). – O agenciamento concreto (3). – Os três estratos (geológico, biológico, antropomórfico). A dupla articulação: ordem e organização. Conteúdo e expressão. – O agenciamento contra a estrutura. – Um exemplo: a linguística. Três concepções da máquina abstrata.   

 

[capítulo 8] Povos e despovoadores 

Populações humanas e coexistência das diversas formações sociais. – A transversalidade de Mil platôs. – Os círculos do aparelho de Estado: terra, trabalho, dinheiro. – A questão da soberania política: potência e direito. – Fundar, é englobar. As formas de interioridade. – A máquina de guerra e as potências de destruição. As transformações da morte e a terra englobada. – A axiomática: submissão e sujeição.   

 

[capítulo 9] Fender a mônada 

Monadismo contra imperialismo. O problema da ação política. — As sociedades de controle: um mundo sem fora. As novas mônadas. Ver e falar. — As minorias e o porvir. — Do impossível ao intolerável. Os novos corpos sociais. — Problematização da axiomática. Minorias de fato e minorias de direito. As duas formas da luta política. Disjuntar ver e falar. O Aberto e o Fora.  

 

[capítulo 10] Do delírio  

A imagem deleuziana: o deserto não humano. – Sombras e luzes. – Como repovoar o deserto. A “dedução” dos corpos. – Crer neste mundo: os delírios.   

 

[conclusão] Filosofia-limite 

Os dois sentidos do limite. Limite exterior e limite imanente. – Não mais reverter o platonismo, mas revirar os imperialismos. – Entre duas mortes. A afirmação da alegria.  



Agradecimentos da edição

 

A presente edição tornou-se possível graças ao apoio do Institut Français, do CNL, do Coletivo Figuras da Subjetividade e de diversas pessoas que a apoiaram das mais variadas formas. A cada um de vocês, nossos sinceros agradecimentos.

 

Campanha de Financiamento Coletivo

Ana Amelia Corazza Genioli, Carolina Calmon Ramalho, Digão Teixeira, Elisandro Rodrigues, Jô Gondar, Karê Tygres, Roberto Bastos, Katia Regina Chigres, Veronica Miranda Damasceno e equipe Benfeitoria.com

 

Coletivo Figuras da Subjetividade

Arnaldo Pappalardo, Cleusa Maria Gomes de Abreu, Cristina Valéria Flau-sino, Diana Capdeville, Éricka Gouveia, Fabiana Aguiar, Hiram-Abif da Silva Almeida, Natalie Salazar, Natasha Barricelli, Paulina Ghertman, Sergio Alves 

 

Leilão de Arte

Ana Lucia Mitre, Arnaldo Battaglini, Arnaldo Pappalardo, Beatriz Sztutman, Contra filé, Carol Seiler, Eva Castiel, Fanny Feigenson, Fernando Vilela, Helena Kavaliunas, Hernando Rosa, Isaac Sztutman, Lucimar Bello Frange, Malvina Sammarone, Miriam Pappalardo, Natasha Barricelli, Nair Kramer, Reinaldo Marques, Sérgio Fingermann, Sheila Coelho Reis, Stela Barbiere, Thais Costa e equipe B_arco.