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Ensaio fotográfico

 

 

Neste domingo, dia 13 de março, a Comissão Sexta do Exército Zapatista de Liberação Nacional convocou uma jornada de mobilização «contra todas as guerras capitalistas», depois de publicar um comunicado intitulado «Não vai sobrar paisagem depois da batalha». Em cinco cidades de Chiapas (San Crist óbal de Las Casas, Yajaló n, Palenque, Ocosingo, Las Margaritas e Altamirano) assim como diante dos caracóis zapatistas e ao lado das estradas próximas às comunidades, dezenas de milhares de zapatistas se mobilizaram.

Em San Crist ó bal de las Casas, na parte da manhã, 7000 zapatistas encheram as ruas do centro em vários cortejos, desenhando espirais em volta das praças principais, sob os olhos perplexos ou implicados dos passantes, comerciantes e turistas. A cidade não via semelhante mobilização desde 2014, quando houve a ação de apoio aos desaparecidos de Ayotzinapa. O cortejo passou com passo ligeiro diante das paredes ainda cobertas de inscrições da manifestação do 8 de março último. Aplausos de solidariedade, com “Viva o EZLN” se misturaram às vozes das bases de apoio, gritando “Viva o povo da Ucrânia!”, “Viva o povo da Rússia”, “Viva a vida!”, “Viva a humanidade”.

Milhares de cartazes denunciavam a agressão do exército russo, outras apelavam para a organização coletiva, outras ainda afirmavam o apoio aos povos russo e ucraniano que resistem: “Nem Zelinsky, nem Putin. Não à guerra”.










« Quem ganha nesta guerra são as grandes corporações de fabricantes de armas e os grandes capitalistas, que lucram com a destruição e reconstrução dos territórios, transformando as pessoas em mercadoria ou consumidores”.

















« Povo do México e do mundo, nós, as mulheres zapatistas, dizemos que vossa dor é nossa dor. Por isso fazemos um apelo para que nós, mulheres,  organizemos nossos povos a os mobilizemos, cada um em sua geografia. »












Não à guerra, não aos governos que oprimem seus povos






« Os grandes capitalistas são criminosos dispostos a acabar com a humanidade sem sentimento ou piedade, e que destróem nossa terra mãe. Por isso precisamos nos organizar. Quando atacam um/a de nós, estão atacando a todas e todos nós.»

















 

Publicado no lundimatin#330 em 14 de março de 2022