CAIXA FORA

Série de cordéis

Título Caixa Fora

Autoras Georges Didi-Huberman | Jean Tible | Danich Hausen Mizoguchi e Débora Inêz Brandão | Ivana Bentes | Filipe Ferreira | Durval Muniz de Albuquerque Júnir | Ana Kiffer | Agnes Horvath e Arpad Szakolczai | Alana Moraes | Antonio Martinelli | Tiqqun | Raquel Rolnik e Guilherme Wisnik

Ano 2021 | 1ª edição

Conteúdo 12 cordéis  

Dimensões 11x16cm 

ISBN 978-65-86941-48-7

 

 



Sobre a caixa

12 cordéis publicados entre 2020 e 2021 com capas estampadas manualmente através dos mais diversos processos. A coleção Pandemia nasceu muito antes da Covid-19. Cada cordel deveria funcionar como um bacilo do pensamento, pronto para contaminar o entorno em direções libertárias. Tais lufadas de ar se tornam ainda mais necessárias hoje, num momento em que a pandemia concreta impõe um crescente enclausuramento, fisico e psíquico. Esta caixa se articula no FORA, na “deserção” destes limites.
FORA com os tiranetes de plantão e a destruição galopante! FORA das certezas e pensamentos calcificados.

 




Sobre autores


Ana Kiffer é escritora, professora do Programa de Pós-Graduação

em Literatura, Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio. É colunista

da Revista Pessoa onde vem escrevendo séries de ensaios e de ficções. Cientista do Estado pela FAPERJ – 2019. Professora Visitante Sênior pela CAPES em Paris 7 – 2018. Autora dos livros Do Desejo e Devir – o escrever e as mulheres, Editora Lumme (SP), 2019; Antonin Artaud – EDUERJ- 2016, A Perda de Si,(org.) pela Editora Rocco (RJ), 2018, Todo Mar,Editora Urutau (SP) 2019. 


Filipe Ferreira é Mestre em Filosofia pela New School for Social Research e Doutor em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa. Atualmente é pesquisador pós-doutoral no Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia da PUC-SP com um projeto sobre a filosofia de Deleuze.


Jean Tible é militante e professor de ciência política da Universidade de São Paulo. Autor de Marx selvagem (São Paulo, Autonomia Literária,2019 - 4a edição) e co-organizador de Junho: potência das ruas e das redes (Fundação Friedrich Eber t, 2014) , Cartografias da emergência:novas lutas no Brasil (FES, 2015) e Negri no Trópico 23°26’14’’ (Autono- mia Literária, Editora da Cidade e n-1 edições, 2017) . Está escrevendo um livro que tenta habitar as revoltas da última década. Textos disponíveis

em: https://usp-br.academia.edu/JeanTible


Ivana Bentes é professora titular da UFRJ, professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ. É  coordenadora do Pontão de Cultura Digital da eco/ufrj e do Laboratório de Inovação Cidadã da UFRJ. Atua no campo da comunicação, com ênfase nas questões da cultura, estéticas, cultura de redes, capitalismo cognitivo, inovação cidadã. É autora

de Midia Multidão: Estéticas da Comunicação e Biopolíticas (Mauad)


Georges Didi-Huberman é historiador de arte e filósofo. É professor

e pesquisador da École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. No Brasil publicou, entre vários outros, Sobrevivência dos vagalumes (Ed. UFMG) e Povo em lágrimas,Povo em armas ( n-1 edições 2021)


Danichi Hausen Mizoguchi é professor e escritor. Autor de Segmentaricidades: passagens do leme ao pontal (2° lugar no Prêmio da União Brasileira de Escritores), Amizades contemporâneas: inconclusas modulações de nós (finalista dos prêmios Açorianos de Literatura e da Associação Gaúcha de Escritores), Cinco ou seis dias (finalista do Prêmio Rio de Literatura e vencedor do Prêmio Edufes de Literatura) e co-autor de Antifascismo tropical e de transversais da subjetividade: arte, clínica e política.


Débora Inêz Brandão é poetisa e contista, com trabalhos em coletâneas nacionais. Tem artigos publicados no Brasil e na Espanha. Graduanda em psicologia


Alana Moraes é doutora em antropologia pelo Museu Nacional/UFRJ;

pesquisadora do Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento

(Pimentalab/UNIFESP); integrante da Rede Latinoamericana de Estudosem Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavtis) e do Coletivo Tramadora.Organiza o Fórum Guerra de Mundos e Fraturas extrativistas na  América Latina https://guerrademundos.tramadora.net/


Durval Muniz é Doutor em História pela Unicamp, professor titular aposen-tado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e professor permanente na Universidade Federal de Pernambuco e Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É autor de A invenção do Nordeste (Cortez, 1999) e de Xenofobia ( Cortez, 2016) entre outros 


Antonio Martinelli Jornalista e gestor cultural. Formado em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade de Presbiteriana Mackenzie; cursou Filosofia

na USP (Universidade de São Paulo) e Pós Graduação Latu Sensu – Especialização em Literatura Contemporânea (PUC São Paulo). Trabalhou na Revista Caros Amigos, entre 2004 e 2006. Desde 2005, trabalha no Sesc São Paulo nas áreas de Teatro, Literatura e Teatro para Crianças. Trabalhou para o MinC (Ministério da Cultura) e

MRE (Ministério de Relações Exteriores/Itamaraty) – sob orientação da FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) e da Biblioteca Nacional – na coordenação artística do projeto "Brasil, país homenageado na Feira do Livro de Frankfurt", em 2013, na

Alemanha;. Foi dramaturgo no filme "O Banquete", de Daniela Thomas. Atualmente é gerente do Sesc Ipiranga SP


Tiqqun é o nome de uma revista anônima publicada de 1999 a 2001 na França. Vem de Tiqqun Olam, conceito da tradição judaica que significa reparação, restituição, redenção do mundo. Designava-se como “Órgão Consciente do Partido Imaginário”. O segundo número levava o subtítulo de Zona de Opacidade Ofensiva. Tratava-se de ler o contexto contemporâneo como uma guerra civil entre formas-de-vida, inspirado sobretudo pela obra de Agamben.

Tiqqun durou dois números e sumiu. 


Raquel Rolnik é urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Em mais de quarenta anos de envolvimento com as lutas pela moradia e cidade, passou por cargos públicos (foi diretora de planejamento da Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo na gestão Erundina, secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades no governo Lula e relatora especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada

entre 2008 e 2014), flertou com o jornalismo (foi colunista de urbanismo da Rádio CBN, da Band News e da Rádio Nacional, e da Folha de S.Paulo) e publicou livros e artigos (os últimos livros: Guerra dos lugares: a colonização da terra e da moradia na era das finanças (Boitempo, 2016) e Territórios em conflito –São Paulo: espaço, história e política (Três Estrelas, 2018).


Guilherme Wisnik é professor titular na Faculdade de Arquitetura e

Urbanismo da Universidade de São Paulo. Autor, entre outros, de Dentro do nevoeiro: arte, arquitetura e tecnologia contemporâneas (Ubu, 2018). Foi o Curador geral da 10 bienal de Arquitetura deSão Paulo


Agnes Horvath é doutora em Ciência Política pelo Instituto Universitário Europeu de Florença, na Itália, tendo lecionado no próprio Instituto, nas universidades de Cambridge (Reino Unido), Milão (Itália) e Cork (Irlanda). Sua pesquisa tem por foco a natureza transformadora da tecnologia, seus efeitos sobre a identidade e a fragmentação da vida social. Outros assuntos de seu interesse são: mimesis, momentos cismogênicos, formação de tricksters,

peregrinação e longas caminhadas como mudança de identidade.


Arpad Szakolczai é professor de Sociologia na University College Cork,na Irlanda. Nasceu na Hungria, no “lado de lá” da cortina de ferro, o que foi uma fonte de “experiências inesquecíveis a respeito dos efeitos sociais de ideias bem-intencionadas e malconduzidas”, em suas palavras. Tendo estudado nos Estados Unidos e lecionado no Instituto Universitário Europeu de Florença, na Itália, seu trabalho trata principalmente das ligações entre a Europa, a modernidade e os processos de globalização. Ao analisar conceitos desenvolvidos por antropólogos, se concentra nas condições históricas de longo prazo e nos efeitos sociais da religião. O último livro dos dois, The Political Sociology and Anthropology of Evil: Tricksterology (Routledge, 2020), poderia ter seu título traduzido como: A Sociologia Política e a Antropologia do Mal: Trapaçologia.