Aqui as palavras que se repetem não tem controle. Os cortes são fluxos. Ordem e progresso não tem sentido!

 

O Neo Fascismo no Brasil é a tortura da ferida acesa!

 

Sonhei que no dia das eleições o Governo Fascista do Brasil desligou toda a energia elétrica do país!

 

Em alguma data futura, passada, ou em neste agora.

 

Em Tiroteio na República

Deus é o Demônio

Na Guerra Política

É bala eleitoral

Cruz e arma

Y capital

Sangue-nação

 

Essa zona cinza de pólvora e estupros que tira o ar!

 

Como isso pode ser real ?

 

Alguma dúvida do poder do delírio do ódio ?

 

Por isso que as diferentes posições discursivas dentro da esquerda não interessam se forem barreiras entre si, o que interessa no momento é a encruza dessas diferenças em 7 caminhos cruzados.

 

Diante da tempestade esse efeito do eu no discurso é mero efeito da imagem.

 

A técnica fascista é sua tecnologia social coletiva de desejo. A morte do outro é  desejo. Mas a morte é também  uma MIDIALOGIA  capitalista e teológica.

O ESPETÁCULO EM TEMPO REAL. A TELA É NOSSA  PELE. A INFORMAÇÃO,  A ARMA. A MORTE REAL, O SINAL. A BALA O SIGNO. A GUERRA  SUA SEMIÓTICA.

 

Isso que vivemos é muito mais maquínico do que subjetivo. É um nós-nó de um ato se reproduzindo e não o eu de um discurso que se expressa. Não existe pensamento mas comando de fora tornado interior. Criação de reagentes. Dissolução do psiquismo. As massas derreteram, o líder é uma boneca semiótica se multiplicando em fantasmas.

 

Jogo em que as partes não se igualam, se contagiam na desproporção.

 

Somente sendo uma tecnologia o Fascismo aumenta a velocidade de sua  multiplicação. A Guerra Cultural é seu contágio, se instala na inter-subjetividade do outro e joga com os efeitos do que gerou. Quase não existe escolha, se você não é Fascista você será seu próprio inimigo. E é… ! A Pressão de uma coação da identidade-máquina do Fascismo.

 

Duplamente Real e Virtual, ele tem seu teatro máquina através de jogos de linguagens, de provocação, se retroalimentando cada vez com mais força de intensidade violenta.

 

A guerra política é pólvora no calor dos corpos de seus atores. Nenhuma imagem virtual deixa de ser Real. Nada de real deixa de ser virtual.

 

É sempre uma cena forte esperando a próxima, porém a quase morte heróica no combate de uma guerra civil sem hora ou território  marca a luta fascista em outro grau teológico. Primeiro o Messias sobreviveu a facada, depois um soldado quase  morre para matar o inimigo. Na cena a esquerda foi presa, caça do caçador.

A esquerda quase  matou, quase morrendo, para impedir a chacina da família e amigos. E morreu...

 

O Fascismo cresce alimentando seus vermes virtuais. FOME DE MORTE. Agora que o enviado do Messias quase  morreu para matar o inimigo a guerra de guerrilha de direita ganha nova fase. Arriscar a própria vida marca muito mais que as palavras. Quase morrer para matar o "Lula". E matou em um futuro qualquer sem previsão... tiros de muitos que serão dados, tiros que perfuraram o símbolo em uma cena de várias que virão.

 

O Fascismo é uma sequência de armas distribuídas pela máquina humana de necropolítica.

 

Eles jogam bomba de merda para humilhar antes de matar.

 

É uma série que cheira Gozo Na morte. 

 

Muitos estupros acontecem neste momento. Outros não param de acontecer. Outros acontecerão. Uma infinidade de estupros que  já aconteceram. A nossa história foi e é um estupro permanente. ESTUPROS  DAS MULHERES E DA TERRA. Um Deus homem se masturba. O pequeno fascista goza nele. O público aplaude. LUCROS DE LIKES. Ele se faz o maior dos deuses do TERROR hipnotizados pelo SOLFALO - exatamente aqueles que estupraram mulheres indígenas e pretas,  retornam no distúrbio coletivo do Fascismo.

 

E de repente estamos atingidos pelas imagens do que aconteceu. Como se não já acontecesse … Ressonâncias do acontecido… existe uma distância possível ? de outro e outro acontecimento... sem fim… Qual será o de amanhã ? Já não sabemos… ? Parece que esperamos ?

 

Temos as marcas que nos fariam reagir ?

 

A tela é a nossa pele mais próxima de algo muito distante, porém não é o bastante ainda ?  Nosso cérebro é o celular coletivo sem um corpo vivo para saltar da tela, quebrá-la ?

 

Não existe saída! Fomos cercados.

 

O NEXO DE UM ASSUNTO AO OUTRO PERDEU A LINHA RETA.

 

A tela urge ser quebrada. Ela mesma foi feita para isso. A tela deseja ser destruída.

 

Agora existe ? 

 

Desses possíveis KAKOSTILHAÇOS da tela quebrada fincados na pele, virtuais insurgentes podem ser imaginados e experimentados da mesma maneira que quebrei essa tela aqui.

 

Acontece que nossos virtuais estão  presos em uma forma ideal ainda, enquanto o fascismo já implodiu a unidade de realidade com uma forma.

Seus KAKOSESTYLHAÇOS JÁ NOS ATINGIRAM.

 

Tal peça Fascista  parece não ter fim porque sempre se anuncia o que já foi feito em um futuro e que se vai fazer depois do passado.

 

Ciclo vicioso de informação e realidade. Curto-Circuito Hiperticional. O vírus de uma virulência real dando concretude aos atos futuros. Fantasmas passados ganhando corpo. O Futuro se antecipa. O jogo entre o que já foi feito e o que vai ser feito de forma explícita. Criar o medo agora para impedir qualquer futuro que escape.

 

Estamos ficando sem mundo.

 

Brasil, é real a miragem que mira contra nós?

 

O que nos restou ?

 

Reagir e se proteger … escapar… destruir ?

 

Mastigados entre os desencaixes de tudo com tudo se despedaçando,

as  similaridades se apagam e se aprofundam ao mesmo tempo, as disjunções,

as diferenças não dialéticas, os ruídos, feridas, as divisões infinitas, as desarticulações orgânicas, o kaoz vivo que ora desfaz a velha e a nova ordem, que ora restitui, a morte da música, o sonho no pesadelo real, a tela ferida, a revolta oprimida, o consumo eterno, o cansaço,  a vontade, a mobilidade na imobilidade, nossos corpos, inertes, desejantes, na matrix, no eu, na família, no sexo, no grupo,

na instituição, no emprego, em algum lugar, onde estamos juntos sem estarmos,

a dissolução sem ilusão, o derretimento imaginário, a Multitude, você, nós, desaparecidos, encontrados por nós mesmos, em um lugar público dentro da célula virtual De lugar nenhum.

 

Dentro da coisa Não se entende a miragem vista enquanto um Real que mira -se, não como o Real miragem que é miragem e miramos no que vemos, nós nos vemos na MIRAGEM realmente antes do que ela não é, mas a miragem precisa ser atravessada, a miragem é que parece que ela nos mira enquanto imagem, sendo que a miragem é mira de outra coisa que não é imagem de nós mesmos mais.

 

Mil lances de golpes abolirá o futuro e matará o passado.

 

O ACASO FOI CONGELADO.

 

Mas como romper duplamente com a ideia do fantasma e da pulsão de morte neste jogo máquina do Fascismo ?

 

Se falamos em termos de Deus e o Diabo estaríamos ainda no Reino Cristão na política.

 

Porque o Diabo para eles é o Deus para nós, e o Diabo para nós é o Deus para eles.

 

Isso revela o imaginário cristão impregnado na TERRA DO SOL.

 

Não é que ele se dizia cristão e da família de bem.

 

Ele era de fato !

 

Ser cristão significa também isso mesmo que estamos assistindo! Não existe contradição. É a violência lógica.

 

A bondade tem sua dissimulação, suas condições. O perdão tem sua cruz.

Esta bondade aclamada tem seus carrascos. 

 

Os frutos de suas raízes se espalharam.

 

O cristianismo sempre foi um caminho de sangue em nome do conservadorismo pela família de Deus.

 

A Igreja foi o templo da escravidão dos povos africanos e do genocídio indígena.

A máquina de saquear a riqueza da terra e dos povos. A igreja foi a primeira mineradora.

 

Quem coloca e colocou  a coroa nos tiranos?

 

Sua cruzada de morte. Suas fogueiras para queimar mulheres. Seus castigos e torturas. O prazer na ferida de si e do outro.

 

Vingativo, na sina e sede de culpa, de crime e de castigo. Deus sempre matou. Depois que mataram seu filho, a coisa só piorou! É um motivo eterno que tudo justifica.

 

Não existe contradição entre cristianismo e um Cristo armado!

 

O capitalismo é sua ruína entre amontoados de mortos e explorados. O Fascismo sua mutação probabilística.

 

No meio dessa tempestade de mortes alguns se rebelaram dentro dos porões de torturas físicas e mentais, mas era tarde demais, o Deus, seu filho, já tinham virado reais...

 

O amor ao próximo ficou pouco diante de tanta violência gerada.

 

Vamos começar tudo de novo ?

 

Não!

 

O ciclo quebrou antes da primeira volta.

 

Uma reta sem fim partiu no meio sem direção.

 

A tempestade virtual ganhou o Real.

 

Você não é mais você, nem eu sou mais Eu.

 

Como podemos confundir morte com vida ?

 

Mas quem morre?

 

Por falta de uma práxis de ruptura social a pulsão de morte reina nas mentes dos intelectuais ? É uma maneira de se salvar com o pensamento perdendo  seu corpo de intensidade. Duplicação sem fim dos fantasmas  e das interpretações no possível paraíso final que o pensamento iria conduzir. O voyeur em seu prazer de observador  profeticamente antecipa a morte sem nada fazer. Se efetua um Pacto com a ideia que nada é possível fazer para impedir a morte já que ela seria uma desejo de morrer  ?

 

Os Fantasmas existem quando os acontecimentos são concretos ? A morte é possível quando no limite não há quase nada a fazer ?

 

A morte é impossível onde um risco de vida, o mínimo que for, pode escapar, viver! 

 

Ou as fábricas  de fantasmas na apologia da doença estão lucrando mais e mais com nossa apatia/afasia (  apesar de tantas análises !  ) ?

 

Sim tudo é real porque o perigo é muito maior. No entanto, o corpo está muito mais atento e forte. Uma paixão de ruptura está sensivelmente tocada.

 

…experimentar uma revolução molecular é rapidamente sintomatizado em doença da pulsão de morte. A pulsão de morte e o psicologismo são constantes neste martírio impotente da Cruz e da Grana.

 

Na combustão de ruptura a sobrecodificação da morte, sua identidade artificial , nos paralisa contra a sua própria máquina de matar.

 

A morte é real, muitos já morreram no programa genocida do Mercado-Estado.

No entanto, a morte como projeto político não é suicidária. O Fascismo não é um desejo de suicídio, de maneira alguma. O fascista não quer morrer ! O fascista quer matar você para nunca morrer ! O mito que vem com a pulsão de morte é a ideia de servidão voluntária. Absurdo acreditar que as pessoas desejam ser exploradas.

É um pensamento escravista supor que as pessoas desejem ser submetidas a violência constante. Elas sabem que pode ser pior. A servidão antes de ser uma psicologia interior é uma imposição diante de uma impossibilidade de reagir.

 

Um Objeto  de morte vivo diante dos olhos. O outro Objeto coisa. Objeto fantasma. Sempre perdido nunca alcançado. Objeto Objeto. Objeto Célular no objeto corpo. Objeto sem vida.  Agudos. Com preço. Objeto Arma. Objeto objeto. Objeto de gozo. Objeto de morte. O Objeto do eu penso no Correlacionismo labiríntico da existência de uma voz divina.

 

Fazer do fascismo um mero objeto de análise correlacionista em que o essencialismo é construído por certa projeção de superioridade moral do analisador é teológico.

 

As questões econômicas e sociais são reduzidas a ideologia de uma disputa narrativa. Só que tudo é máquina. Nada se encaixa sem já está desarticulado. Decomposto. A violência é mais que uma alegoria de um desfile de um carnaval em chamas. Não se compreende o maquinismo ativo do fascismo como um vírus. Antes de um fenômeno externo ao analisador o fascismo máquina se reproduz na intersubjetividade micro fascistamente. Anterior e interior  ao discurso, concreto ao corpo, constituinte de um dispositivo performático social.

 

Não se trata de um eu fascista somente, ou de um objeto de análise articulado. Eles ativam um jogo distribuído em conjuntos moleculares de tensão social. Estamos em uma zona de contágio sem eu ou objeto. A análise se satura na contemplação passiva do atual estado de coisas. Antes do passado o agora vai mudar o que se passou e não tem mais futuro. Antes do futuro o futuro vai explodir o futuro.

 

Umas das únicas formas  de implodir o processo golpista e impedir o Fascismo é rompendo com a estrutura que o fomenta constantemente no  jogo entre Capital, Necro Política e Religião. O Bozo é um dos agentes desse movimento maior. Ele é uma das máscaras novas do golpismo. Representa um amplo movimento de destruição da superfície de nossas ilusões. A leitura personalista não dá conta de notar e paralisar o horizonte que se move através dele.

 

A nossa aceitação passiva contemplativa acontece porque esse horizonte que arrasta a paisagem também nos absorve. Esse horizonte fascista Necro Político sempre foi o Brasil conciliador com os mais horrendos absurdos do capitalismo racista, sexista, excludente e genocida.

 

O Bozo é o imaginário do Brasil inseparável da nossa própria formação. Ele é o regozijo, o  regurgito, o nosso prazer e nosso vômito. Carne da Pátria. O fantasma assassino legitimado pela  nação. O filho armado do pai torturador. Nossa história do Brasil nasceu assim, no jogo de máscaras entre a dissimulação e o explícito.

 

As duas máscaras são terríveis porque se articulam para assegurar a expansão da  Necro Política de Mercado - se a dissimulação possibilita a continuação do pacto entre barbárie e civilização - o explícito deixa a máscara transparente - o social nu em seu movimento de segregação. É quando o  insuportável se torna mais insuportável ainda, a tortura quase velada desvela-se enquanto realidade.

 

O maior problema é que a realidade é difícil de romper quando existe um desejo fascista que a produz conjuntamente com um não desejo de romper com ele.

Porque a  máquina neo fascista conecta, move, vampiriza, captura, enquanto nós, ...rodamos juntos no liquidificador da guerra cultural na estomago dessa máquina de destruir.

 

Os planos saíram dos planos. Outras linhas escaparam dos tópicos.

 

O golpe no Brasil é um processo em etapas, cada fase se abre com um novo golpe,      zona contínua explícita, série de lances reais e virtuais, fantasma que é ação, ação que é fantasma.

 

A sua anunciação é uma tática direta de torná-lo cada vez mais normal, esperado, quando já foi, simulamos surpresos. 

 

Não é uma surpresa, parece inevitável, aceitável até, dissimulação direta da criação das suas próprias condições para se efetuarem. 

 

Agora estamos em Nova FASE, velocidade ilimitada que nos limita.

 

O terraplanismo nos deixou planos em política. O plano é uma terra arrasada. Em política a direita nos tornou terra planistas. A direita inaugurou o 3D nos deixando perdidos no 2D.  

 

A direita nos desterritorializou para reterritorializar nossa prática política na anacronia. A fenda sugadora foi criada, os refluxos nos levam.

 

A maioria das análises sobre a direita faz dela um objeto quase fixo, incapturável e alienígena.

 

Vemos o crítico e seu objeto de análise inertes na programação discursiva. Como se fosse possível assim achar a saída do labirinto do terror nesta separação artificial entre pensamento e objeto.

 

A ilusão de  derrotar os fantasmas dos objetos com palavras.

 

A interpretação não vai nos salvar de nada.

 

Pouco se fala como a realidade neo fascista nos transformou, nos re/ desterritorializou. Nos capturou. Nos moldou.

 

A direita produziu uma práxis Real/Imaginária, Virtual/ Atual, Ficção/Realidade. Hipertição virática.

 

Nós não somos objetos deles porque para eles nós devemos ser destruídos - e mais: nós já fomos destruídos, somos mortos vivos. Para o pensamento Fascista o objeto não deve ser analisado mas eliminado.  A crítica não é uma análise interpretativa, mas uma ação de milícias, uma missão de guerra e de morte.

 

Sei que não é suportável o que vivemos !

 

Tudo parece refém  da escolha do outro. Nos restará a vingança, combustível do Fascismo, diante de uma derrota possível ? 

 

Para eles, nós somos os culpados, sem perdão, antes mesmo de notarmos o jogo jogado.

 

Nada funciona para nós a não ser reagimos no pulo! É esse o dispositivo armado que precisa ser desmontado.Presos no espelho onde refletimos o outro para quem não temos imagem alguma.

 

Não percebemos mais com o nosso eu do discurso - nossa percepção é intersubjetivada pela máquina do outro - uma imagem que nos molda e nega ao mesmo tempo.

 

Os discursos e os diálogos estão interditados.

 

As subjetividades capturadas  em alta com seus fantasmas de contágios  triturados por máquinas de Deu$.

 

A escolha do outro a ser convencido de outra coisa se reduz ao jogo artificial, forçado, messiânico. Um apelo moral que não tem sentido para os fascistas.

 

Ao final ( isso terá um  fim ? ) , estaremos em um desespero impotente maior,  roteirizados, quase que programados pelo inimigo. A derrota do Fascismo será a sua  arma de revide. O que precisavam para radicalizar mais  o que  sempre quiseram fazer.

 

Além de justificar a mesma reação do outro em relação às nossas escolhas que  supomos ter superioridade de valores.

 

As coisas estão muito mais complexas e dissolvidas em sua irracionalidade.

Não adianta usarmos os mesmos discursos e moral. A divisão está aprofundada.

Os discursos derretidos, atolados na gosma. A nossa Vitória será a tão esperada guerra deles.

 

Enquanto somos sufocados pela ânsia cristã, moral, reféns, a direita ultrapassa os limites da política narrativa de Estado para ficcionar a realidade em um grande delírio  ( Real) Fascista,  de ação, não de palavras somente ( e até as as suas  palavras são mais concretas do que a nossa repetição sem sair do lugar).

 

Termino esse ensaio fragmento lançando perguntas que não querem  calar: 

Haverá saída sem o  clímax de uma ruptura ?

 

O caminho do meio não é justamente onde o ciclo vicioso não se quebra e nunca se quebrou ?

 

E não é esse caminho que já foi destruído ?

 

 

 

Fragmento do ensaio inédito “Kontra o Fascismo Virtual na Guerra Cultural”

 

 

Pedro Paulo Rocha é poeta tranz-analista cineasta filoklasta,  integrante do komitê  0 #pluriversidadelivre,  criador in fluxo de conectivos colectivos ZONAS AUTÔNOMAS TEMPORÁRIAS (TAZ)