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Ao enfocar o contexto de onde estas imagens foram originalmente extraídas, Tavares mostra como, em virtude de sua linguagem visual moderna, Habitat funcionou como um dispositivo de enquadramento que ocultava o colonialismo deste contexto, adotando uma perspectiva cúmplice. “Observando cuidadosamente as imagens de Habitat, mas principalmente observando aquilo que elas não mostram” – escreve Tavares – “percebemos que são close-ups de um dos mais dramáticos períodos na história do povo que retratam. Tratam-se de imagens que na verdade não dizem nada sobre o “primitivo” e sua arte, mas revelam muito sobre a violência colonial inerente aos modernos. Fora do enquadramento, vemos episódios de des-possessão, des-territorialização, des-habitat.” (...)


─ Com ensaio e design de Paulo Tavares,

prefácio da artista e curadora Marion von Osten.





(...) Este livro é leitura essencial para qualquer pessoa interessada na interseção entre arte, loucura e terapia e sua relevância para a política contemporânea do cuidado. — Peter Pál Pelbart.(...)

 



 








(...) As memórias malditas e perigosas dos vencidos – aquelas que não constam nos livros oficiais e que o Estado tenta incessantemente fazer desaparecer – ainda hoje insistem em nossos corpos. (...) Sinto necessidade de escrever para liberar a vida. Só consigo seguir em frente no abalo que constantemente tira tudo do lugar novamente. Em uma fina sintonia com Leibniz e Deleuze: na chegada ao porto eis que sou lançada novamente em alto mar.” Cecília Coimbra.(...)

 



 





(...) “Quando Souriau introduz os virtuais no inventário dos modos de existência, tudo muda. (...) Com os virtuais, toda realidade se torna inacabada (...) O grande fato, diz Souriau, é “a incompletude existencial de todas as coisas. Nada nos é dado de outra maneira, nem nós mesmos, a não ser em uma espécie de meia-luz, em uma penumbra onde se esboça algo inacabado”.
David Lapoujade
“Eis o livro esquecido de um filósofo esquecido. Mas não de um filósofo
maldito criando em seu sótão, desconhecido de todos, uma teoria radical que teria feito o objeto do escárnio geral antes de conhecer um sucesso
tardio.”
Isabelle Stengers e Bruno Latour (...)


 





(...)  Segundo Achille Mbembe, o que caracteriza a política contemporânea é o  desejo de ter um inimigo Políticas da inimizade  mostra, assim, como predominam as teorias da conspiração e a fantasia do extermínio em escala planetára. “Neste período deprimente da vida psíquica das nações, a necessidade do inimigo, ou então a pulsão do inimigo, já não é, portanto, apenas uma exigência social. É o equivalente a uma necessidade quase anal de ontologia. No contexto da rivalidade mimética exacerbada pela “guerra ao terror”, dispor – preferencialmente de forma espetacular – do próprio inimigo se tornou passagem obrigatória na constituição do sujeito e em sua entrada na ordem simbólica do nosso tempo."(...)

 





( ...) um mapeamento afetivo de autor...” Salto no escuro” de Tuca Vieira, conduz a novas práticas de interação urbana, a partir de instigantes e assustadoras reflexões sobre as novas configurações espaciais da cidade. (...) Diversas expressões artísticas contemporâneas se entrecruzam nesse percurso. – de Borges, Kafka e Velázquez a William Gibson, os poetas concretistas e artistas da Land Art. (...)

 












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