(...) “Quando Souriau introduz os virtuais no inventário dos modos de existência, tudo muda. (...) Com os virtuais, toda realidade se torna inacabada (...) O grande fato, diz Souriau, é “a incompletude existencial de todas as coisas. Nada nos é dado de outra maneira, nem nós mesmos, a não ser em uma espécie de meia-luz, em uma penumbra onde se esboça algo inacabado”.
David Lapoujade
“Eis o livro esquecido de um filósofo esquecido. Mas não de um filósofo
maldito criando em seu sótão, desconhecido de todos, uma teoria radical que teria feito o objeto do escárnio geral antes de conhecer um sucesso
tardio.”
Isabelle Stengers e Bruno Latour (...)


 





(...)  Segundo Achille Mbembe, o que caracteriza a política contemporânea é o  desejo de ter um inimigo Políticas da inimizade  mostra, assim, como predominam as teorias da conspiração e a fantasia do extermínio em escala planetára. “Neste período deprimente da vida psíquica das nações, a necessidade do inimigo, ou então a pulsão do inimigo, já não é, portanto, apenas uma exigência social. É o equivalente a uma necessidade quase anal de ontologia. No contexto da rivalidade mimética exacerbada pela “guerra ao terror”, dispor – preferencialmente de forma espetacular – do próprio inimigo se tornou passagem obrigatória na constituição do sujeito e em sua entrada na ordem simbólica do nosso tempo."(...)

 





(...)essa caixa, metáfora do espelho de Oxum que preconiza a ancestralidade negra do autoconhecimento como base de reflexão e pensamento crítico, traz miradas de intelectuais negras/racializadas sexual-dissidentes contemporâneas cujos ensaios reverenciam o passado para construção de uma ponte ao afrofuturo.(...)

 

















( ...) um mapeamento afetivo de autor...” Salto no escuro” de Tuca Vieira, conduz a novas práticas de interação urbana, a partir de instigantes e assustadoras reflexões sobre as novas configurações espaciais da cidade. (...) Diversas expressões artísticas contemporâneas se entrecruzam nesse percurso. – de Borges, Kafka e Velázquez a William Gibson, os poetas concretistas e artistas da Land Art. (...)

 













 

(...)  “Bash”,    verbo inglês cuja tradução pode ser: bater com força ou criticar severamente. 

“Back”, advérbio da mesma língua, pode ser traduzido como: de volta, devolver. A expressão ‘bash back’ afirma um revide; exclamativo como um berro, um    rosnado que antecede o ataque.


  No final da primeira década dos anos 2000, Bash Back! foi o nome usado por queers anarquistas para nomear uma proposta de propagação de práticas libertárias e ações diretas, pela expansão de uma rede anti-hierárquica de levantes descentralizados, compostos por táticas múltiplas de antiopressão e antiassimilação”. (...) 
prefácio de Flávia Lucchesi






(...) A cosmopolítica do animais é, ao mesmo tempo, a mais importante contribuição filosófica brasileira aos animal studies e uma obra ímpar de filosofia política. Ao colocar a pólis, em suas diversas configurações históricas, sob a perspectiva dos animais não-humanos, Juliana Fausto abre um novo horizonte cósmico para a imaginação política. Entretecendo com maestria fatos, histórias, experiências, conceitos e ideias hauridas das mais variadas fontes, a autora nos faz experimentar um mundo (por vir?) em que nós humanos teremos finalmente nos tornado concidadãos de nossas “espécies companheiras”. (...)












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